O “parquinho ecológico” e as GRANDES CONSTRUTORAS
Por Cláudio Moraes*
O IBRAM – Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF convidou os ambientalistas, os líderes comunitários do Guará e a comunidade interessada na questão tão esperada do Parque Ecológico Ezechias Heringer, no dia 09 de agosto de 2011, às 20h, no Auditório da Administração Regional do Guará (conhecido também como Teatro do Guará) para a “apresentação pública do projeto de implantação da área de uso público do Parque Ecológico Ezechias Heringer”, pois assim dizia o CONVITE tão formal e bonitinho, bem coloridinho, com um desenhinho de uma vegetação com marca d’água e com a assinaturinha do Superintendente de Gestão de Áreas Protegidas do IBRAM, a SUGAP.
Mas não foi bem assim como nos apresentaram no CONVITE. Pensávamos que teríamos o resultado final de uma luta ambiental de décadas para termos um PARQUE ECOLÓGICO no aumentativo, com um espaço vivencial para Educação Ambiental, com trilhas ecológicas, com uma ciclovia (estimulando o uso deste veículo sustentável no Guará) e pista para caminhada, com a presença efetiva da Polícia Ambiental no uso do Parque pelos moradores, com árvores identificadas pelo nome científico e popular promovendo a Educação Ambiental, com banquinhos construídos de materiais reciclados onde os moradores descansam de suas caminhadas e desfrutam da beleza cênica do local, com cercas novas ao redor de todo o Parque para evitar a entrada das pessoas em áreas ambientais restritas aos animais silvestres promovendo a preservação da fauna e flora locais, com a despoluição do córrego Guará e enfim a retirada dos chacareiros desta área de proteção ambiental.
E tivemos a apresentação de um projeto de implantação na área 27, pois o Parque Ecológico é dividido em parcelas, de um ’parquinho ecológico’ para uso dos moradores e que é do outro lado da pista, servindo então para aumentar o valor da construção de prédios ENORMES das GRANDES CONSTRUTORAS, que dizem ter os apartamentos ao lado do Parque Ecológico do Guará.
“NÃO... NÃO... NÃO”. Foi o que dizemos ao IBRAM ontem! Não queremos esse parquinho no lugar de um VERDADEIRO PARQUE ECOLÓGICO VIVENCIAL, que pertencerá a todos os moradores do Guará e suas gerações futuras, e não apenas de alguns: como é o caso dos chacareiros e das grandes construtoras.
A grande maioria dos participantes desta apresentação pública PROTESTOU, colocando suas insatisfações e socializando o que realmente a Comunidade do Guará quer para o Parque Ezechias Heringer.
ESTÁ DITO, ESTÁ CLARO... O QUE O POVO QUER: “Proteção Ambiental e uso responsável do Parque Ecológico do Guará”.
*Cláudio Moraes é Gestor Ambiental e suplente de delegado da Comissão de Meio Ambiente do Orçamento Participativo do Guará.
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